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Armando Avena: Janot x Temer ou o crime compensa
Notícia Postada em: 26/05/2017
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O maior problema do Brasil não é a corrupção é a impunidade. Corrupção existe em toda à parte é não é um problema cultural, educacional ou coisa que o valha. Corrupção é resultado da falta de punição e ela se reduz drasticamente nos países onde a punição é exemplar. São muito os autores que afirmam ser a corrupção fruto de um cálculo econômico, tipo custo/benefício, onde corruptos e corruptores avaliam o tamanho do benefício a que terão acesso e, caso sejam pegos, quanto pagarão por isso. Muitas vezes esse cálculo é feito de maneira intuitiva, mas ele está sempre presente. Ora, no Brasil, a possibilidade de punição de políticos e agentes corruptores é quase zero e por isso a corrupção se espraiou pelo país. Mas, depois da Operação Lava-Jato e da decisão de que a prisão dos acusados já pode ser feita após o julgamento em 2a instância, um novo quadro se estabeleceu e políticos e empresários passaram a ir para a cadeia e a ter de responder por seus atos.

Era tão forte o sentimento de impunidade no Brasil que, mesmo em plena execução da operação Lava-Jato, os acusados continuavam recebendo propina. Mas a certeza da impunibilidade começou a ser minada no momento que empresários do porte de Marcelo Odebrecht e Andrade Gutiérrez e políticos poderosos como Eduardo Cunha e Sérgio Cabral foram para cadeia e tiveram punição exemplar. O Brasil parecia mostrar que o tempo da impunidade havia passado e que o país estava sendo passado a limpo. Mas, infelizmente, um enorme passo atrás foi dado com a delação de Joesley Batista.

E o povo brasileiro percebeu que a impunidade continua reinando ao ver a corrupção sair do país pela porta da frente, com o passaporte na mão e carimbado pelo Procurador Geral da República. Foi como se a Justiça tivesse tripudiado dos brasileiros honestos, pois ao mesmo tempo em que o empresário da JBS aparecia na TV contando candidamente os seus crimes escabrosos, a mesma TV divulgava sua vida nababesca em Nova York e sua saída gloriosa do Brasil. Isso após ter recebido bilhões do Estado em empréstimos viabilizados através de propina e com o objetivo de comprar empresas no exterior e que geram empregos em outros países.

A Procuradoria Geral do Estado agiu corretamente ao buscar provas que incriminasse um presidente completamente envolvido nos esquemas de corrupção, mas, ao aceitar que o criminoso saísse livre e sem qualquer ônus, agiu sob a égide da mais trágica das éticas, aquela que diz que os fins justificam os meios. Ou seja, dá-se liberdade ao bandido para assim tentar acabar com a bandidagem. É irracional. E, como se não bastasse, fica sem explicação os critérios subjetivos que fazem com que este corruptor fique dez anos na cadeia e aquele vá para Nova York gozar os frutos da corrupção. Não se acaba com a corrupção com esse tipo de ética.

O Brasil não tem a cultura da corrupção, tem sim a cultura da impunidade e ela é tão forte que os jornais noticiam que o Presidente da República teria avisado que pode até sair do cargo, mas desde que lhe garantam um indulto ou a liberdade. Aliás, todos querem indulto neste país: o presidente que vai deixar o cargo, o político que usou caixa 2, o empresário que quer refis todos os anos e o criminoso que quer sair da prisão. O indulto é, na verdade, o outro nome da impunidade.

Naturalmente, o Presidente Michel Temer não tem mais condições de permanecer na Presidência da República e o país deve buscar uma alternativa, mas nada mudará se a cultura da impunidade permanecer. Joesley Batista saiu do Brasil como um bandido de filme de faroeste que, após roubar todos os bancos do país, após envolver-se nas mais escabrosas falcatruas, denuncia a todos, mas cai nas graças da Justiça que lhe dá um salvo-conduto para que ele possa montar em seu cavalo e com os alforjes cheio do lucro dos assaltos que praticou sair pelo mundo a rir dos brasileiros e da sua Justiça.

Temer, final melancólico
O governo Temer está tendo um final melancólico e, ao que parece, já não há condições de sua permanência no poder. A possibilidade de eleições diretas seria muito bem-vinda, mas dificilmente haverá tempo hábil para isso, a não ser que houvesse antecipação do pleito de 2018. Sendo assim, a alternativa é a eleição indireta no Congresso Nacional. O problema é que a Câmara de Deputados é quem domina o pleito e pode eleger qualquer um, como fez com Eduardo Cunha e outros de triste memória. Há, portanto, que se estabelecer condicionantes para o nome que disputará esse pleito. Assim, terá de ser um nome que tenha respeitabilidade perante a opinião pública, não tenha qualquer processo nas costas, seja na Operação Lava Jato ou em outra e, o mais importante, esteja comprometido com a política econômica que está sendo implementada e com as reformas que são indispensáveis para que o Brasil possa sair do buraco. Sem isso, o caos da política vai se espalhar pela economia.

Mal feito
A ex-presidente Dilma Rousseff, acostumada a cometer desatinos com a pobre língua portuguesa, dizia que jamais havia cometido “qualquer mal feito” à frente do governo. E, com isso, popularizou a expressão “malfeito” identificando-a com atos reprováveis ou criminosos. Assim hoje em dia é comum ouvir: “Nunca cometi qualquer mal feito” como se “mal feito” fosse sinônimo de corrupção ou crime. Crime pode ser mal feito, mas também pode ser bem feito, como atesta Joesley Batista.

Online sem crise
O ano de 2016 foi difícil para todos os setores, inclusive o mercado publicitário. Com exceção do mercado online. O investimento em publicidade no meio digital brasileiro cresceu 26% em 2016, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 11,8 bilhões, incremento maior que qualquer outra mídia. E a projeção para 2017 é de crescimento superior a 25%. As informações são do estudo Digital AdSpend 2017, realizado pelo IAB – Interactive Advertising Bureau. O Brasil ainda está longe disso, mas no mercado mundial a expectativa é que o mercado de publicidade online supere a publicidade em TV antes de 2020.

RMS: a desigualdade entre negros e brancos
O Pnud – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Ipea e a Fundação João Pinheiro resolveram desagregar o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) para medir a desigualdade entre brancos e negros nas regiões metropolitanas. É nítida a melhoria dos índices para as populações negras, mas o IDHM delas só em 2010 atingiu o percentual que as populações brancas tinham no ano 2000. A Região Metropolitana de Salvador recebeu o título de campeã nesse tipo de desigualdade apresentando, juntamente com Vitória, no Espírito Santo, a maior diferença percentual entre o IDHM da população negra e o da população branca. Para completar, na Região Metropolitana de Salvador, a renda domiciliar per capita da população negra é quase três vezes menor do que da população branca.


 
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